No último final de semana, tivemos a oportunidade de realizar mais uma edição da série de eventos, "Sentidos da Vida", na cidade de Maresias no litoral paulista, que nos recebeu com o sorriso de Surya, o Deus Sol, nos ofertando a possibilidade de caminhar na praia e sermos aquecidos com seus raios, que já há algumas semanas não apareciam na região.
Ele veio somente para nosso encontro e sentimos sua benção! Om Surya ya Namah!
As palestras e práticas, foram todas permeadas, de forma sutil, sobre o que é estar presente, no presente momento. Tarefa dificil esta, meio a tantas demandas que a vida nos apresenta nos dias de hoje.
A Astrologia Védica é uma abençoada ferramenta que nos orienta a esta tão dificil tarefa, pois através do mapa, recebemos a mensagem do que é mais precioso vivermos neste momento para nosso crescimento.
O Yoga na Vida, com a atenção para com nossos pensamentos, nossos atos, nossos palavras, tendo o discernimento em nossas ações, tão determinantes na criação da nossa realidade.
O cuidado com a natureza e o meio ambiente e a consciência do que ela nos oferece diariamente para nossa saúde. O cuidado da natureza para nos oferecer o melhor e o nosso caminho de cuidado e agradecimento por termos esta bem aventurança, que nos nutre e fortalece na nossa caminhada.
Estes temas remetem a reflexão e assim foi a realidade desta edição. Viver aquele momento presente, mesmo que cada um a seu modo, no seu momento de busca e auto conhecimento.
Em todas as conversas, trocas e práticas, a mensagem foi que, para criarmos a realidade desejada no futuro, precisamos centrar, criando nosso sankalpa, direcionando nossos gestos, palavras e atos do presente para que, quando ele se torne passado, possa tornar-se a história da nossa realidade de vida no futuro, que então, será nosso presente.
por Patricia Sampaio
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Viver no Presente!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Sentidos da Vida - Viver no Presente

Sentidos da Vida - Viver no Presente
De 25 a 27 de setembro em Maresias / SP
O que dá sentido a nossa vida?
O presente é a oportunidade que temos para descobrir o que nos move.
Pratique vida agora!!!
Neste encontro, vamos vivenciar o yoga aplicado a suas atitudes no presente.
O presente é a oportunidade que temos para descobrir o que nos move.
Pratique vida agora!!!
Neste encontro, vamos vivenciar o yoga aplicado a suas atitudes no presente.
O que pode ser mudado para viver melhor?
Como levar para a vida a paz que encontramos na prática?
Como a astrologia védica pode ajudar na realização pessoal e profissional?Como agir de forma sustentável?
Aulas de Hatha Yoga, alimentação natural, massagens ayurvédicas.
Debate, estudo dos planetas e consultas astrológicas.Sustentabilidade na prática: atitudes simples que ajudam o planeta.
O presente é a oportunidade que temos para descobrir o que nos move.
Pratique vida agora!!!
Neste encontro, vamos vivenciar o yoga aplicado a suas atitudes no presente.O que pode ser mudado para viver melhor?
O presente é a oportunidade que temos para descobrir o que nos move.
Pratique vida agora!!!
Neste encontro, vamos vivenciar o yoga aplicado a suas atitudes no presente.O que pode ser mudado para viver melhor?
Como levar para a vida a paz que encontramos na prática?
Como a astrologia védica pode ajudar na realização pessoal e profissional?Como agir de forma sustentável?
Aulas de Hatha Yoga, alimentação natural, massagens ayurvédicas.
Debate, estudo dos planetas e consultas astrológicas.Sustentabilidade na prática: atitudes simples que ajudam o planeta.
Um fim de semana de práticas, debates e auto estudo em busca de novos sentidos para a vida.
Um fim de semana de práticas, debates e auto estudo em busca de novos sentidos para a vida.
domingo, 12 de julho de 2009

SER FELIZ
Já diziam os antigos mestres, que a felicidade é encontrada através da nutrição da alma!!
Para que esta nutrição ocorra, devemos partir do nosso corpo físico, através do “Sádhana”, que em sânscrito, significa prática, meios de realização. Exemplos do Sadhana são as purificações através do yoga e técnicas de respiração, alimentação, meditação, disciplinando assim nosso físico e nossa inquieta mente.
Nosso corpo busca satisfazer suas necessidades através dos sentidos e nossa alma busca a transcendência e a unidade com nossa verdadeira essência.
Já diziam os antigos mestres, que a felicidade é encontrada através da nutrição da alma!!
Para que esta nutrição ocorra, devemos partir do nosso corpo físico, através do “Sádhana”, que em sânscrito, significa prática, meios de realização. Exemplos do Sadhana são as purificações através do yoga e técnicas de respiração, alimentação, meditação, disciplinando assim nosso físico e nossa inquieta mente.
Nosso corpo busca satisfazer suas necessidades através dos sentidos e nossa alma busca a transcendência e a unidade com nossa verdadeira essência.
Através de suas escolhas, a sua felicidade possa ser desenhada, em todos os aspectos da sua vida, tais como comportamento, relações com a família, amigos e no trabalho, saúde, aprendizado, crescimento e realizações.
Como devemos começar pelo físico, que tal se perguntar se você realmente sabe o que você come. Qual é o alimento que suas células identificam como a sua verdadeira natureza e que podem lhe certificar imunidade física para iniciar este novo caminho em busca da sua felicidade e plenitude.
A doença e falta de energia vital (prana) em nosso organismo é a situação de destruição de nossa felicidade, pois sem o físico em seu potencial de desenvolvimento, nunca poderemos chegar até nossa nutrição da alma!
O Alimento Vivo tem esta identidade com nossa energia vital!!! Comida composta por alimentos crus, frutas, vegetais, sementes, grãos germinados. Esta forma de alimentação tem oferecido o restabelecimento da saúde de pessoas enfermas e o vigor e energia para a plenitude do corpo físico.
Dia 01º de agosto, no The Hub – http://www.the-hub.com.br/, teremos um curso para iniciantes, com aprendizados sobre esta forma de alimentar-se, nutrindo seu físico e sua alma.
Espero vocês lá para trilharmos este caminho, esta Sádhana!
Patricia Sampaio
Casa Moksha – patrícia@casamoksha.com.br
Como devemos começar pelo físico, que tal se perguntar se você realmente sabe o que você come. Qual é o alimento que suas células identificam como a sua verdadeira natureza e que podem lhe certificar imunidade física para iniciar este novo caminho em busca da sua felicidade e plenitude.
A doença e falta de energia vital (prana) em nosso organismo é a situação de destruição de nossa felicidade, pois sem o físico em seu potencial de desenvolvimento, nunca poderemos chegar até nossa nutrição da alma!
O Alimento Vivo tem esta identidade com nossa energia vital!!! Comida composta por alimentos crus, frutas, vegetais, sementes, grãos germinados. Esta forma de alimentação tem oferecido o restabelecimento da saúde de pessoas enfermas e o vigor e energia para a plenitude do corpo físico.
Dia 01º de agosto, no The Hub – http://www.the-hub.com.br/, teremos um curso para iniciantes, com aprendizados sobre esta forma de alimentar-se, nutrindo seu físico e sua alma.
Espero vocês lá para trilharmos este caminho, esta Sádhana!
Patricia Sampaio
Casa Moksha – patrícia@casamoksha.com.br
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Ishvara Pranidhana é entregar-se a Deus. É render-se....
Este deus que pode ter a forma que você quiser, pode ser santo, guru, iluminado, do reino animal, do mineral, pode ter a forma da onda do mar, pode ser rio, pode ser por do sol, Buda ou Cristo, mas é alguém ou algo aos pés de quem você se prostra.
Seja deitado, de joelhos, abaixando a cabeça ou com o sinal da cruz. Você se curva.
Entregar-se é muito mais do que respeitar. É dedicar cada minuto de sua existência a essa força suprema. É fazer com que cada ato seja sagrado. Deixar de re-agir e passar a agir com discernimento, porque essa capacidade de escolher entre o certo e o errado é a única diferença que temos dos animais. Como seres humanos e encarnados, podemos ritualizar cada ato que fazemos, dando às nossas ações o caráter de escolhas e não de reações.
Assim, eu escolho agir de acordo com as leis do dharma e fazer de cada ato um puja, ou seja, uma doação. Eu existo para servir a algo que é muito maior que o meu ego que faz. Trabalho para melhorar a vida das pessoas ao meu redor, e procuro não ferir nem magoar ninguém com palavras ou atitudes. Isso é Ishvara pranidhana.
E a forma de sacralizar esta devoção é através do puja, onde eu ofereço o meu coração em forma de símbolos que representam todos os aspectos do amor.
No puja, que pode ser feito de todas as maneiras possíveis, recitamos mantras, oferecemos flores, fogo, água, alimento, como uma forma de nos re-ligarmos ao divino, para nos alimentarmos dele e com ele, como faz uma criança no ventre da mãe.
O puja dos hinduístas é uma dança maravilhosa de mãos e intenções que servem e oferecem e uma festa de cheiros, sons e sabores, onde o convidado é a divindade que é recebida com todas as honras.
Mas o que vale mesmo é a intenção pura.
Uma simples flor, uma vela e uma oração, ou simplesmente a intenção verdadeira de unir-se a deus faz com que ele vá até a sua casa.
Puja é como receber deus em casa.
E quando vai chegar alguém que você ama muito, você faz faxina, compra flores, lava a louça, troca a roupa de cama, arruma os móveis, faz uma comida, toma banho e põe uma roupa bonita.
Essa deveria ser a nossa atitude diária perante a dádiva da vida.
No Bhagavad Gita, Krishna diz: “ Aquilo que tiver que ser, será”.
Isto significa que não adianta resistir àquilo que nos acontece diferente do que gostaríamos. Aconteceu porque sim. Ao invés de procurar razões, dizer sim à vida! Sim, sim, sim.
Receber de braços abertos como a montanha recebe a chuva, o vento, as devastações e não deixa de ser montanha. Permanece firme, cumprindo a sua missão de montanha.
Nietzche diz: “Aquilo que não me mata imediatamente, me fortalece.”
Receber a dor como ensinamento, como presente, oportunidade de crescimento e não lutar contra ela. Encarando a dor, eu a recebo e me fortaleço!!!
Quando perdemos alguém que amamos, devemos aceitar, mesmo sentindo uma dor que parece que não passará nunca...
Aceitar com amor! Porque sagrada foi a vida e sagrada é a partida. Quem garante que lá, onde ficam os espíritos, não é muito mais bonito do que aqui? O que ficou por dizer, o que não fizemos foi o que poderíamos ter feito naquele momento. Um dia, nos reencontaremos com quem partiu sem se despedir.
Somos seres espirituais vivendo brevemente como humanos!!! Voltar a ser espírito deve ser como voltar para casa...
Ishvara Pranidhana é também oferecer os frutos das ações a esta força maior. Ou seja, tanto a intenção, a causa, quanto os frutos que virão são oferecidos. Nada fica para nós. O ego, aquele que age, nada colhe. Ele age porque é seu dharma agir, mas desapega-se dos frutos.
Isto muda a concepção errônea que às vezes temos de karma yoga, como sendo ação desinteressada, sem expectativas.
Neste caso, existe a expectativa porque quando ajo, espero os frutos da ação, mas os entrego. Nada fica!
O ato de comer passa a ser sagrado. Não vemos o alimento apenas como o objeto de satisfação de nossa fome e sim, como uma prasada, uma oferenda divina, que merece ser degustada com atenção.
Nosso banho deixa de ser algo automático e passa a ser como banhar-se nas águas dos rios sagrados.
E assim, todos os nossos dias podem se transformar em pujas.
É só manter a conexão. É só não cortar o cordão...
Namaste...
Por Tereza Freire
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Dos fios da união
Yoga Sutra poderia ser traduzido, grosso modo, como “os fios da união”, uma vez que sutra significa fio e yoga, união...
E por que não? Se yoga é um caminho, uma trilha que vai de um lugar a outro, uma direção que escolhemos tomar, uma maneira de agir, e, consequentemente, um destino, um dharma...
E este dharma busca re-unir o homem ao divino. E ao conectar-se com o divino, ele percebe que é igual a este: eterno e completo.
Fio que conduz o homem pelo labirinto e salva-o dos minotauros da vida. Fio que guia o homem de volta para casa...
Os minotauros seriam os nossos vrttis, padrões de comportamento repetitivos que insistimos em seguir porque nos é mais confortável. Confortável porque conhecido. Enquanto o conhecimento do Ser infinito que somos, pressupõe uma jornada em direção ao completo desconhecido.
Ao escuro. Pelo menos é o que pensamos...
No entanto, este que nos parece tão distante é quem realmente somos... Mas tanto tempo passamos distantes que nem mais o reconhecemos. Talvez seja esta a grande charada da vida. Desaprendemos tudo que sabíamos no momento em que nascemos, para que, através da dor causada pela ignorância de nosso real estado de plenitude, queiramos nos re-ligar ao divino que somos. É aí que entra o yoga.
YOGASCHIITAVRTTINIRODHAH: yoga é um caminho que possibilita a desidentificação com as flutuações de nossa consciência. Mais uma vez o fio, o caminho...
Nossos vrttis são muitos: os traumas, as frustrações, as expectativas, as obrigações. Tudo nos leva a passar pela vida pulando de galho em galho como macacos na árvore das nossas emoções, inquietos, famintos, e nem sabemos de que...
E deixamos de lado vocações e sonhos para cumprir papéis.
Tantos são os personagens que exercemos que esquecemos que esta vida é apenas uma parte de nossa imensa experiência espiritual. É apenas um dos muitos espetáculos de que participamos. E tudo na base da improvisação. Não há tempo de ensaiar para melhorar esta ou aquela cena, muito menos temos um diretor cuidando para que estejamos perfeitos na estréia. Temos que ser one man show em início de carreira: autores, produtores, diretores e intérpretes de nossas vidas. E ainda temos que saber cantar, dançar, representar e fazer malabares se for preciso...
E o yoga é o fio que nos guia, um farol que ilumina o oceano de nossas turbulências e permite que encontremos o caminho de volta para casa, para nós mesmos...
E este fio pressupõe atitudes, que nos levam a sermos pessoas melhores, cultivando a não violência, exercendo a verdade, respeitando os outros seres e cuidando de nosso Ser através da prática de asanas, do estudo e da meditação. Cultivando yamas e nyamas, podemos nos aproximar dos outros com muito mais generosidade.
A compaixão é a grande razão para estarmos no mundo, concordam todas as religiões. Escolhemos experienciar a vida na terra para amarmos os outros seres e nos ajudarmos mutuamente.
Mais uma vez o fio... Porque tudo está ligado.
Assim como é no macrocosmo, é no microcosmo.
Se a natureza vive em perfeita harmonia, se rios e mares, ventos e chuvas, pedras e flores, sol e lua, convivem respeitosamente e se complementam, assim somos nós. Ou deveríamos ser, não tivéssemos cortado o fio que nos liga aos outros, tão envolvidos pela ignorância quanto nós, tão sedentos de felicidade como nós...
As vezes vejo gente morando na rua, em caixas de papelão e penso: onde está a minha dignidade se permito que outro igual a mim, perca a sua dignidade desta forma? Cada pessoa que morre de fome e frio, é uma parte de mim que morre junto...
Não podemos esquecer nunca do fio...
O fio da união... Yoga...
Namaste...
Yoga Sutra poderia ser traduzido, grosso modo, como “os fios da união”, uma vez que sutra significa fio e yoga, união...
E por que não? Se yoga é um caminho, uma trilha que vai de um lugar a outro, uma direção que escolhemos tomar, uma maneira de agir, e, consequentemente, um destino, um dharma...
E este dharma busca re-unir o homem ao divino. E ao conectar-se com o divino, ele percebe que é igual a este: eterno e completo.
Fio que conduz o homem pelo labirinto e salva-o dos minotauros da vida. Fio que guia o homem de volta para casa...
Os minotauros seriam os nossos vrttis, padrões de comportamento repetitivos que insistimos em seguir porque nos é mais confortável. Confortável porque conhecido. Enquanto o conhecimento do Ser infinito que somos, pressupõe uma jornada em direção ao completo desconhecido.
Ao escuro. Pelo menos é o que pensamos...
No entanto, este que nos parece tão distante é quem realmente somos... Mas tanto tempo passamos distantes que nem mais o reconhecemos. Talvez seja esta a grande charada da vida. Desaprendemos tudo que sabíamos no momento em que nascemos, para que, através da dor causada pela ignorância de nosso real estado de plenitude, queiramos nos re-ligar ao divino que somos. É aí que entra o yoga.
YOGASCHIITAVRTTINIRODHAH: yoga é um caminho que possibilita a desidentificação com as flutuações de nossa consciência. Mais uma vez o fio, o caminho...
Nossos vrttis são muitos: os traumas, as frustrações, as expectativas, as obrigações. Tudo nos leva a passar pela vida pulando de galho em galho como macacos na árvore das nossas emoções, inquietos, famintos, e nem sabemos de que...
E deixamos de lado vocações e sonhos para cumprir papéis.
Tantos são os personagens que exercemos que esquecemos que esta vida é apenas uma parte de nossa imensa experiência espiritual. É apenas um dos muitos espetáculos de que participamos. E tudo na base da improvisação. Não há tempo de ensaiar para melhorar esta ou aquela cena, muito menos temos um diretor cuidando para que estejamos perfeitos na estréia. Temos que ser one man show em início de carreira: autores, produtores, diretores e intérpretes de nossas vidas. E ainda temos que saber cantar, dançar, representar e fazer malabares se for preciso...
E o yoga é o fio que nos guia, um farol que ilumina o oceano de nossas turbulências e permite que encontremos o caminho de volta para casa, para nós mesmos...
E este fio pressupõe atitudes, que nos levam a sermos pessoas melhores, cultivando a não violência, exercendo a verdade, respeitando os outros seres e cuidando de nosso Ser através da prática de asanas, do estudo e da meditação. Cultivando yamas e nyamas, podemos nos aproximar dos outros com muito mais generosidade.
A compaixão é a grande razão para estarmos no mundo, concordam todas as religiões. Escolhemos experienciar a vida na terra para amarmos os outros seres e nos ajudarmos mutuamente.
Mais uma vez o fio... Porque tudo está ligado.
Assim como é no macrocosmo, é no microcosmo.
Se a natureza vive em perfeita harmonia, se rios e mares, ventos e chuvas, pedras e flores, sol e lua, convivem respeitosamente e se complementam, assim somos nós. Ou deveríamos ser, não tivéssemos cortado o fio que nos liga aos outros, tão envolvidos pela ignorância quanto nós, tão sedentos de felicidade como nós...
As vezes vejo gente morando na rua, em caixas de papelão e penso: onde está a minha dignidade se permito que outro igual a mim, perca a sua dignidade desta forma? Cada pessoa que morre de fome e frio, é uma parte de mim que morre junto...
Não podemos esquecer nunca do fio...
O fio da união... Yoga...
Namaste...
Por Tereza Freire
sexta-feira, 5 de junho de 2009

Neste fim de semana, fiz meu primeiro retiro com minhas duas amigas, sócias, parceiras, irmãs Patricia e Vanessa.
Chamamos de SENTIDOS DA VIDA-um encontro entre mulheres.
Escolhemos fazer só com mulheres porque queríamos honrar as deusas. Não que os homens não as honrem, mas quando as mulheres se encontram sem os homens, a energia é mais forte, mais sagrada, mais materna mesmo. carinhosa. Agregadora. Doce. Generosa.
E foi exatamente assim que aconteceu.
Mesmo tendo saído de São Paulo numa sexta feira chuvosa e engarrafada, todas as participantes chegaram bem, dispostas e abertas para as trocas que acabaram sendo muito maiores do que pensamos...
Aliás, sobre expectativa, curiosamente não criei muita expectativa, nem fiquei muito nervosa, porque algo dentro de mim dizia que já tinha dado certo...
Será que isso se chama amadurecimento? Ou uma atitude yogui de fazer o melhor que pode, com todo o seu amor, e entregar... porque sabe que existe algo muito maior do que nosso desejo de que dê certo...
Existe uma ordem e somos regidos por essa ordem... Causa e efeito...
Cada ação, cada pensamento ou palavra é karma, gera efeitos. Portanto, muito cuidado com o que dizemos, pensamos ou fazemos porque fica registrado. Entra no nosso hardware...
Bem diz o Dalai Lama: Seja generoso nem que seja por egoísmo...
Na primeira noite, fazia frio, chovia, mas o jantar foi maravilhoso. A comida do lugar era fantástica graças ao talento de duas senhoras, mãe e filha, que tentei convencer a trocar São Francisco Xavier por São Paulo, mas elas não me deram a menor bola, apenas riram, enquanto eu exaltava a maravilha de uma cidade cheia de carros, que alaga toda vez que chove e pessoas são assaltadas na esquina de casa, durante o dia, cercada de gente que nem se mexe, por medo de levar um tiro... Muitas vezes o moleque que segura a arma tem metade do seu tamanho e um quarto da sua idade...
Tivemos ainda uma palestra maravilhosa sobre os efeitos do yoga no sistema hormonal, pelo professor Rui Afonso, que como a Patricia, a Vanessa e eu, fizemos formação com o Pedro Kupfer, professor que mora em Mariscal, SC.
Fomos dormir bastante tarde para quem tinha que dar uma prática de yoga pela manhã...
Mas não dava para ser diferente. Estávamos felizes demais para fechar os olhos e dormir...
Vrttis de satisfação, de vontade de fazer planos, celebrar, agradecer...
O tempo todo, ficamos gratas por conseguirmos realizar este encontro.
A prática do sábado foi muito boa, leve, feminina, focando em asanas que estimulem as glândulas hormonais.
Estava tranquila porque esta é a aula que dou para minhas alunas em São Paulo, no Satya Mandir Yoga.
Asanas de fácil execução, meditação, muita respiração e, principalmente, devoção, gratidão e respeito.
Para mim, aula de yoga só com asanas é alongamento...
Sinto que elas gostaram, algumas se emocionaram e não tem nada que gratifique mais um professor de yoga do que o rosto de felicidade dos alunos no fim da aula...
Depois de um delicioso café da manhã, onde todos os princípios do yoga, de comer com retidão, vão para o espaço, tivemos uma palestra de astrologia com o querido Horácio Tackanoo.
Já fiz muito mapa com astrólogos ocidentais maravilhosos, mas nada bate mais do que um mapa védico. Até um pouco assustador, de tão claro, nu e cru!
Com os olhos colados no computador, ele diz mais coisas sobre sua personalidade do que você pode ter aprendido em todo o período da sua vida. Um poderoso instrumento de auto conhecimento e transformação. Mas é preciso ter coragem, porque não necessariamente ele vai dizer que você, por ser libriana, tem um sorriso fácil, tem muitos amigos, gosta da beleza e busca o equilíbrio na sua vida...
Tem a ver com missão! Dharma!!! Com o sentido que você dá a sua vida. E isso envolve uma sadhana, uma série de atitudes físicas, mentais, literais que você deve tomar. E não adiante fingir que não é com você porque é!!! Está escrito!
Depois do almoço, tivemos a tarde livre para leituras, caminhadas, ou simplesmente não fazer nada.
Fim de tarde, uma vivência de danças circulares com a Vanessa. Eram danças circulares sagradas, uma maneira de reverenciar, compartilhar e agradecer, dançando...
De noite, mais uma vez, a retidão passou longe do salão onde comíamos e para finalizar a noite, uma fogueira e um kirtan conduzido pelo nosso amigo Bruno Jones, que também é professor de yoga, formado pelo Pedro Kupfer. Cantamos mantras para as deusas até o frio congelar os dedos do Bruno e decidirmos dormir.
No domingo, dei uma prática e não uma aula. Como o Rui estava me ajudando, fazendo os ajustes, pude dar uma prática flow, com asanas bem simples, mas que se ligavam de uma forma bem suave. Senti que a prática fluiu ainda melhor do que no dia anterior porque estávamos mais conectadas.
Acabei com uma auto massagem que aprendi com a Dra. Susan do Visão Futuro, que é maravilhosa para fazermos todos os dias.
Depois do café da manhã, uma palestra do Rui sobre como montar uma prática pessoal. Achamos que seria bom que elas levassem um repertório de asanas, pranayamas e purificações para fazerem em casa.
E para finalizar, um almoço que colocou toda a nossa teoria yogui de desapego, equanimidade, não violência, contenção, verdade e retidão por água abaixo.
Caímos de boca no pudim que a Glória fez de sobremesa... Não sobrou nem o caldo...
Namaste....
Por Tereza Freire
Chamamos de SENTIDOS DA VIDA-um encontro entre mulheres.
Escolhemos fazer só com mulheres porque queríamos honrar as deusas. Não que os homens não as honrem, mas quando as mulheres se encontram sem os homens, a energia é mais forte, mais sagrada, mais materna mesmo. carinhosa. Agregadora. Doce. Generosa.
E foi exatamente assim que aconteceu.
Mesmo tendo saído de São Paulo numa sexta feira chuvosa e engarrafada, todas as participantes chegaram bem, dispostas e abertas para as trocas que acabaram sendo muito maiores do que pensamos...
Aliás, sobre expectativa, curiosamente não criei muita expectativa, nem fiquei muito nervosa, porque algo dentro de mim dizia que já tinha dado certo...
Será que isso se chama amadurecimento? Ou uma atitude yogui de fazer o melhor que pode, com todo o seu amor, e entregar... porque sabe que existe algo muito maior do que nosso desejo de que dê certo...
Existe uma ordem e somos regidos por essa ordem... Causa e efeito...
Cada ação, cada pensamento ou palavra é karma, gera efeitos. Portanto, muito cuidado com o que dizemos, pensamos ou fazemos porque fica registrado. Entra no nosso hardware...
Bem diz o Dalai Lama: Seja generoso nem que seja por egoísmo...
Na primeira noite, fazia frio, chovia, mas o jantar foi maravilhoso. A comida do lugar era fantástica graças ao talento de duas senhoras, mãe e filha, que tentei convencer a trocar São Francisco Xavier por São Paulo, mas elas não me deram a menor bola, apenas riram, enquanto eu exaltava a maravilha de uma cidade cheia de carros, que alaga toda vez que chove e pessoas são assaltadas na esquina de casa, durante o dia, cercada de gente que nem se mexe, por medo de levar um tiro... Muitas vezes o moleque que segura a arma tem metade do seu tamanho e um quarto da sua idade...
Tivemos ainda uma palestra maravilhosa sobre os efeitos do yoga no sistema hormonal, pelo professor Rui Afonso, que como a Patricia, a Vanessa e eu, fizemos formação com o Pedro Kupfer, professor que mora em Mariscal, SC.
Fomos dormir bastante tarde para quem tinha que dar uma prática de yoga pela manhã...
Mas não dava para ser diferente. Estávamos felizes demais para fechar os olhos e dormir...
Vrttis de satisfação, de vontade de fazer planos, celebrar, agradecer...
O tempo todo, ficamos gratas por conseguirmos realizar este encontro.
A prática do sábado foi muito boa, leve, feminina, focando em asanas que estimulem as glândulas hormonais.
Estava tranquila porque esta é a aula que dou para minhas alunas em São Paulo, no Satya Mandir Yoga.
Asanas de fácil execução, meditação, muita respiração e, principalmente, devoção, gratidão e respeito.
Para mim, aula de yoga só com asanas é alongamento...
Sinto que elas gostaram, algumas se emocionaram e não tem nada que gratifique mais um professor de yoga do que o rosto de felicidade dos alunos no fim da aula...
Depois de um delicioso café da manhã, onde todos os princípios do yoga, de comer com retidão, vão para o espaço, tivemos uma palestra de astrologia com o querido Horácio Tackanoo.
Já fiz muito mapa com astrólogos ocidentais maravilhosos, mas nada bate mais do que um mapa védico. Até um pouco assustador, de tão claro, nu e cru!
Com os olhos colados no computador, ele diz mais coisas sobre sua personalidade do que você pode ter aprendido em todo o período da sua vida. Um poderoso instrumento de auto conhecimento e transformação. Mas é preciso ter coragem, porque não necessariamente ele vai dizer que você, por ser libriana, tem um sorriso fácil, tem muitos amigos, gosta da beleza e busca o equilíbrio na sua vida...
Tem a ver com missão! Dharma!!! Com o sentido que você dá a sua vida. E isso envolve uma sadhana, uma série de atitudes físicas, mentais, literais que você deve tomar. E não adiante fingir que não é com você porque é!!! Está escrito!
Depois do almoço, tivemos a tarde livre para leituras, caminhadas, ou simplesmente não fazer nada.
Fim de tarde, uma vivência de danças circulares com a Vanessa. Eram danças circulares sagradas, uma maneira de reverenciar, compartilhar e agradecer, dançando...
De noite, mais uma vez, a retidão passou longe do salão onde comíamos e para finalizar a noite, uma fogueira e um kirtan conduzido pelo nosso amigo Bruno Jones, que também é professor de yoga, formado pelo Pedro Kupfer. Cantamos mantras para as deusas até o frio congelar os dedos do Bruno e decidirmos dormir.
No domingo, dei uma prática e não uma aula. Como o Rui estava me ajudando, fazendo os ajustes, pude dar uma prática flow, com asanas bem simples, mas que se ligavam de uma forma bem suave. Senti que a prática fluiu ainda melhor do que no dia anterior porque estávamos mais conectadas.
Acabei com uma auto massagem que aprendi com a Dra. Susan do Visão Futuro, que é maravilhosa para fazermos todos os dias.
Depois do café da manhã, uma palestra do Rui sobre como montar uma prática pessoal. Achamos que seria bom que elas levassem um repertório de asanas, pranayamas e purificações para fazerem em casa.
E para finalizar, um almoço que colocou toda a nossa teoria yogui de desapego, equanimidade, não violência, contenção, verdade e retidão por água abaixo.
Caímos de boca no pudim que a Glória fez de sobremesa... Não sobrou nem o caldo...
Namaste....
Por Tereza Freire
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Sentidos da Vida

SENTIDOS DA VIDA
Este é o primeiro de uma série de encontros que faremos para compartilhar e multiplicar os ensinamentos do Yoga.
Ao completarmos nossa formação em Hatha Yoga com o Professor Pedro Kupfer e em Biopsicologia com a Dra. Susan Andrews, sentimos necessidade de dividir o conhecimento com mais pessoas para que estas possam ensinar a outras e assim, este valioso conhecimento se tornar familiar ao maior numero de pessoas possível.
A proposta de um encontro de 3 dias é para que pessoas que nunca tiveram contato com esta filosofia, possam fazer um mergulho e depois, continuarem em suas cidades, bairros ou em suas próprias casas.
O nome SENTIDOS DA VIDA vem da busca incessante de quem somos, de qual o sentido deste milagre chamado vida.
Na tradição do Yoga, esse sentido, esta liga, esta lei que rege nossos passos, chama-se Dharma. Qual o meu dharma???
Ouso dizer que nosso dharma é o que nos mantém vivos, o que nos faz acordar diariamente e sair da cama, enfrentar o trânsito de uma cidade cada vez mais caótica e trabalhar todos os dias, muitas vezes em lugares e posições que não nos fazem felizes...
Poderia dizer também que dharma é a nossa vocação! O que fazemos com amor.
Ou que dharma é o caminho que traçamos, o conjunto de nossas escolhas e as conseqüências delas.
No Dicionário de Yoga, de Pedro Kupfer, pg.61, está escrito:
DHARMA. Retidão, justiça. Segundo o estudioso hindu, Harish Johari, o dharma é a lei inerente a natureza de todos os fenômenos existentes. Aquilo que apóia, o que mantem unidas as pessoas, isso é dharma. Não é apenas um conjunto de crenças separadas da vida diária, senão um conjunto de princípios para viver uma vida harmoniosa e benéfica. Uma doutrina prática. Em seu significado etimológico, dharma significa igualmente “aquilo que aglutina”.
Assim, gostaríamos que vocês refletissem sobre isso, como um subtexto durante todo o nosso encontro.
Quem sou eu?
Qual o sentido da minha vida?
Namaste...
Este é o primeiro de uma série de encontros que faremos para compartilhar e multiplicar os ensinamentos do Yoga.
Ao completarmos nossa formação em Hatha Yoga com o Professor Pedro Kupfer e em Biopsicologia com a Dra. Susan Andrews, sentimos necessidade de dividir o conhecimento com mais pessoas para que estas possam ensinar a outras e assim, este valioso conhecimento se tornar familiar ao maior numero de pessoas possível.
A proposta de um encontro de 3 dias é para que pessoas que nunca tiveram contato com esta filosofia, possam fazer um mergulho e depois, continuarem em suas cidades, bairros ou em suas próprias casas.
O nome SENTIDOS DA VIDA vem da busca incessante de quem somos, de qual o sentido deste milagre chamado vida.
Na tradição do Yoga, esse sentido, esta liga, esta lei que rege nossos passos, chama-se Dharma. Qual o meu dharma???
Ouso dizer que nosso dharma é o que nos mantém vivos, o que nos faz acordar diariamente e sair da cama, enfrentar o trânsito de uma cidade cada vez mais caótica e trabalhar todos os dias, muitas vezes em lugares e posições que não nos fazem felizes...
Poderia dizer também que dharma é a nossa vocação! O que fazemos com amor.
Ou que dharma é o caminho que traçamos, o conjunto de nossas escolhas e as conseqüências delas.
No Dicionário de Yoga, de Pedro Kupfer, pg.61, está escrito:
DHARMA. Retidão, justiça. Segundo o estudioso hindu, Harish Johari, o dharma é a lei inerente a natureza de todos os fenômenos existentes. Aquilo que apóia, o que mantem unidas as pessoas, isso é dharma. Não é apenas um conjunto de crenças separadas da vida diária, senão um conjunto de princípios para viver uma vida harmoniosa e benéfica. Uma doutrina prática. Em seu significado etimológico, dharma significa igualmente “aquilo que aglutina”.
Assim, gostaríamos que vocês refletissem sobre isso, como um subtexto durante todo o nosso encontro.
Quem sou eu?
Qual o sentido da minha vida?
Namaste...
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